2.12.12

e as crianças crescem











Bernardo tem 12 anos, Helena agora tem 6, e eles crescem, ainda bem! Crescem posso dizer que às vezes parece rápido mas as vezes parece perfeitamente lento.
Bem Helena gosta, ainda sem comparações, de arroz e feijão caprichado, seja nossa querida feijoada, seja o feijão com legumes, seja feijãozinho diferente dos 4 cantos do mundo, há para isso não há concorrência e acredito que nunca haverá, mas em 2º lugar todo o restante, chocolate, brócolis, tomate com azeite, assim tomando banho, em generosa piscina, sal, sal com laranja, sal com limão, há sim limão e acceto, caldinhas com acceto, macarrão, pasta, só com azeite ou com ervilhas,  e tem a dança do bom, toda vez que algo merece um elogio daqueles temos a dança do bom, nada melhor que uma dança pra expressar  no mundo da Helena. E não esqueçamos da torradinha como manteiguinha saborosa, quentinha apenas até ficar brilhante.
Bernardo gosta de mine craft, mine craft e mane craft, materiais, construções e engenhos mil e sistemas de transmissão de red stone, gosta de blogs de mine craft, videos de mine craft, ah gosta de comer sim, mas rápido para não perder muito tempo do mine craft, assim como o arroz e feijão da Helena o restante anda em segundo plano, depois do mine craft, e comer o que?
Comer salmão, chocolate, bananas muitas, frango ao limão, friturinhas...., berinjela frita, couve flor frita, porco agridoce chines, lamen ou melhor, como ele corrige, ramen, sejamos justos, macarrão, pasta, cogumelos agora, refogadinhos asiáticos com shoyo, gari - gengibre em conserva, picles azedinhos, uvas e ervilhas, Helena também gosta delas, nisso eles concordam plenamente: uvas e ervilhas, concordam também com algas japonesas, nori, com o pãozinho da padaria, com o copo de ovomaltine, quente ou geladinho, depende do dia, com o pain perdu, com os bolinhos da tarde, as caixas de bis, o suco de laranja, as cenourinhas, o sushi feito em casa, um bom filet mal passado com batatas cozidas arrumadinhos bem bonitinhos no prato, saladinhas verdes com azeite e sal, batatas fritas, gostam de novidades e sentem saudades das comidas comuns que as vezes eu esqueço, mas as panquecas de banana com chocolate isso não pode ser esquecido.
Almoçamos juntos e nos fim de semana, quando dá, tomamos café juntos em família, nós 4 e comemos panquecas, as panqueca de banana com chocolate, que foram tema da oficina no sesc pinheiros, café da manhã em família, as fotos são do papai, e o Bernardo tava jogando mine craft ali do lado pertinho.
Foi muito bom compartilhar, obrigada Anita, obrigada sesc pinheiros!

Panqueca de banana com calda de chocolate frutas frescas e granola

1/2 x de farinha de trigo
1/4 xícara de farinha de aveia
1 ovo
1 c sopa de manteiga derretida
2 bananas amassadas
1/2 x de leite integral
2c sopa de açúcar
1 pitada de sal
1 c chá de fermento

misture os secos e misture os líquidos separadamente, faça um buraquinho nos sólidos e vá adicionando os líquidos como os pedreiros fazem com o cimento aos poucos e va incorporando a farinha que fico no entorno depois adicine abanana amassada

A receita é generosa, ela dá certo então deixe as crinças fazerem,
para finalozá-las use uma frigideira antiadrente e se der use um pouquinho de manteiga, só pra dar sabor, fogo alto no início e fogo muito baixo para cozinhar epaciÊncia, arrume a mesa bem bonitinha enquanto ela cozinha

Para companhar, uma ganache de chocolate amargo, granola e frutas frescas
a ganache é 1x e 1/2 de creme de leite fresco e 1 x de chocolate amargo, 1 ou 2 min  de microondas em potencia baixa e só, para os adultos, e só os adultos, adicionar uma dose generosa de grand marnier faz o domingo mais feliz.

Desfrutem uma bela mesa, vale apena



9.8.11

HONORATUbrasilis:navegar é preciso, mas voltar e por os pés na terra é maravilhoso




Bem de volta e agora sim acredito que coloco os pés de volta a terra...
Helena tem 5 anos decidida como só ela, Bernardo um rapaz de 11 quase um adolescente como ele mesmo diz, não tenho palavras pra descrever o quão fantástica é a convivência com eles, o cotidiano e sou muito grata por de alguma forma, mesmo que não seja a que eu julgasse correta, ter conseguido levar minha vida de trabalho e minha vida de mãe juntas, só vejo hoje o quanto ganhei e que contar o mundo de forma matemática, linear, crescente ou decrescente não é correto.
Meu mundo sempre foi quântico, com saltos, tanto pra lá quanto pra cá, não é muito cartesiano, acho que mais pra dadá... assim delirante, suspenso, flutuante....
Bem de volta a terra: o fato é que agora trabalho com comidinhas!!!!
Tenho trabalhado com oficias no SESC, experiência fantástica no projeto mesa Brasil, soluções inteligentes para nossa realidade brasileira aprendizado e convívio com cozinheiras que cuidam as vezes de 300 crianças de entidades assistenciais, a última oficia foi com essas crianças:cozinhando nas férias - FANTÁSTICO.
Foi definitivamente um grande ritual de passagem e a certeza que se o meu caminho me trouxe aqui eu acertei as direções, ouvi o que o mundo me dizia por mais insensato que parecesse, hoje é de uma clareza iluminadora.
E como compartilhar e falar alto me é necessário eu e minha querida amiga, mestra e sócia Sula criamos a HonoratuBrasilis, síntese em matéria de todas essas experiências e pensamentos, na tradução de Lucas: produtos daqui com notas de acolá.
Grissinis, sais, conservas e amendoins... testados e aprimorados a exaustão agora sim: comme il faut.
Mais marketing , contato e infos www.honoratubrasilis.com.br

E agora me sentindo um pouco mais coerente, volto a proposta de falar para o espelho, no mais narcisista dos exercícios, volto a pensar aqui e a falar das comidinhas do convívio e das crianças agora não mais só das minhas.

14.2.11

miami com copacabana, chicletes com banana: cupcakes tupiniquins



Bolo, hummmm, quentinho, coisa de mãe, de vó, de tia, coisa de casa, de tardes lentas. Receitas simples fáceis e rápidas que cabem na nossa rotina, mas será que poderia ser mais simples...

Bolo, forma pra lavar, pratinhos pra lavar, talheres, migalhas pela casa... e só metade do bolo é apreciada, no dia seguinte ele já não está tão legal
" ah mãe só tem esse último pedaço, tá feio não quero não... "
coitadinho do bolo fica lá no prato... ( ah mais um pra lavar depois) então :

Cupcakes: vamos misturar Miami com Copacabana, chicletes com banana.
Bolinhos cotidianos em porções individuais, sem aquele monte de coisas em cima como os americanos, receitas as de cá de nossas terras tupiniquins e um monte de vantagens: o último é tão bonitinho quanto o primeiro, serve pra levar pro lanche da escola, menos louça pra lavar, menos tempo no forno e forminhas de papel pra diminuir o numero de migalhas pela casa.

É só lembrar que pra ficar bacana precisa ter coisas saudáveis, frutas, nozes, e farinhas integrais, e para melhorar fiz bolo no liquidificador, com óleo vegetal, existem óleos super interessantes, óleo de semente de uva, de nozes, de canola, saudáveis e acessíveis.

Então bolinho cotidiano variação da receita da mãe, aquele bolo de cenoura lembra?
Substitui a cenoura por fruta - eu usei maçã, ja fiz com banana,com laranjas ( sem o miolo) - troquei metade da farinha por uma mistura de quinua e aveia e diminui pela metada a quantidade de açúcar e acrescentei nozes e frutas secas

Para assar use forminhas de empadinha ou as coloridas americanas, são lindas, é preciso a forma especial para bolinhos mas as de empadas servem, essas nós temos.

Bolinho tupiniquim

líquidos
4 ovos
3/4 de xícara de óleo vegetal ( usei de semente de uva)
2 maças grandes ( sem carocinhos e com casca)
1 xícara de açúcar
1 pitada de canela
1 pitada de sal
1/2 xícara de frutas secas e nozes
liquidifique tudo

sólidos
1 xícara de farinha de trigo branca
1/2 x de farinha de quinua
1/2 x de aveia em flocos finos
1 cs de fermento químico
misture com um garfo

acomode as forminhas, misture líquidos + sólidos, encha até 3/4 de cada forminha
asse em forno alto por uns 15 minutos depois vire as formas e passe para forno médio
é bem rapidinho , no meu forno uns 25 minutos

enjoy!

24.1.11

comida de criança com a dignidade que eles merecem.

Eu gosto do entusiasmo do Jamie Oliver,
mas olhem como os "petit" franceses comem nas escolas públicas...
perto da perfeição, no shortcuts, tudo feito a mão...

15.8.10

frutas, legumes, trabalho e a a semana







sacolão, feira, mercado, água branca
a semana se vai, trabalho, crianças
batatas, mamãe adoro batata frita. hahhh eu também, mas sabe que há muitos tipos de batata, vamos provar algumas? vamos sim....

3.8.10

o pão nosso de cada dia e é claro o levain



Eu e o pão, não canso, faço mau pão de 2 em 2 dias e aprendo, aprendo lendo, estudando, esquasrinhando a net e as bibliotecas da anhembi, enchendo o saco dos professores, mas, aprendo muito mais errando, diariamente... então vamos lá dizer o que desdisse... e desdizer o que já disse e quem me conhece sabe como eu adoro estar sempre mudando de idéia!
mas nada como o pão nosso de cada dia pra me fazer acatar as ordens do cotidiano, pra valorizar esta ordem e a necessidade da repetição e da constância: que o pão me faça mais constante!

Vamos por partes, o levain Cap I: -
yemanjá e tamagotchi e a triste morte do levain:
o levain é assim oh, como expliquei pra helena: que isso mãe? mágica, é a mágica de se fazer pão, vc não gosta da nuvenzinha ( miolo para os leigos) pois é, é isso que faz o pão ter leveza, ter ar, isso é vivo, são pequenas fadinhas ( fadinhas são o máximo) que fazem o pão fermentar e ter vida também - ela não me deu muita bola... já tem nuvenzinha pronta mãe? pra comer? não querida ainda não... ahhhh eu queria ..... pão é uma questão de tempo e de mágica e é claro de energia, dia bom, pão bom, dia ruim, pão razoável o pão é generoso,.

Pois era verão, férias, e, eis que assim que voltei da praia ainda com ares do mar, resolvi fazer meu levain definitivo aquele que pretendia manter por anos, fiz meu pequeno ritual, em segredo, senão podia parecer estranho, o ritual do levain, mas em silêncio, foi o que fiz, vidro absolutamente limpo e higenizado ( ferva o vidro por 10m imenso em água) 1 kg de farinha e 1l de água, fé e amor, para que haja vida e que ela se multiplique, dia muito quente e quem diria dia de yemanjá 2 de fevereiro, e a mágica se fez em lindas bolinhas: heis a vida, agradeci e recolhi meu levain a geladeira para, o que eu imaginava ser, uma longa vida.

E continuei nesse propósito egípcio, hebraico quase bíblico de alimentar meu levain cotidianamente como eu havia lido e ouvido por ai, pois eh, essênios e internet, trabalhos, e distrações da atualidade e meu eu interior me fizeram esquecer do levain por uns dias e uma triste cor acinzentada e uma aguinha meio suja se formou sobre o levain, triste e certa do seu fim me desfiz do meu querido bichinho virtual, do pó ao pó...

CAP 2 - até no pão há vida após a morte:
Bem bricadeiras à parte, posso falar do sagrado com intimidade creio e vivo cotidianamente em contato com o que considero sagrado, não considero esse sagrado distante e me doyu o direito de me referir a ele com respeito cotidinamente, mas voltando ao pão, resolvi fazer um aproach digamos: mais científico e fiz uma busca com termos de biólogos, ora isso não é uma cultura e ao invés de procurar em francês levain, resolvi procurar em inglês a "sour dough" e microorganismos, cultura, yeast, bem achei a pólvora, achei um biólogo americano generoso e dedicado que escreveu um lindo texto com 14 páginas sobre levain, e um monte de outras coisas e como dizem os americanos eu resolvi "dig in" e realmente me diverti

http://www.nyx.net/~dgreenw/sourdoughfaqs.html

cap 3 - levain a solução em fotos com calma, passo a passo, pra quem não resolveu dig in no link ai acima,vamos tentar simplificar:

1. não é necessário alimentar o levain todos os dias!!!!!

2. o levain não morre tão facilmente na geladeira, mas fica muito "fraco" e existe uma forma de salvar e dar força o levain

3. o levain tem 2 funções uma dar sabor e aroma ao pão esse sabor um pouco azedinho característico de bons pães e outra levedar, fabricar e aprisionar o ar dentro da massa do pão para que ela cresça, ele pode executar as 2 funções ou não, pode ter bom sabor e pouca levedação e vice versa, mas queremos as 2 coisas.

1. misture água e farinha em um vidro imaculado de tão limpo - reze ( se quiser) e deixe ao ar livre por 3 dias aprox depende da temperatura ou até quando vc perceber bolinhas: eis que fez-se a vida, coloque esse mistura na geladeira.

2. antes de usar o levain é preciso testá-lo e multiplicá-lo, reserve uma xícara da mistura que está na geladeira e use o restante na fabricação de um pão e usando o mesmo recipiente misture aquela xícara que vc reservou do levain 3 xícaras de farinha e 1/2 de água, a cosistência deve ser como a de uma "mud - lama" se precisar um pouco mais de água use-a, deixe 12h fora da geladeira, durante a noite por ex. e volte a mistura para a geladeira após esse período.




3. se o levain não fez bolinhas ou fez poucas, repita esse ciclo por até 8 vezes, isso mesmo 8 x e vá desprezando o restante ou melhor como nosso amigo americano sugere faça bolos, panquecas, massas que precisam de menos poder de fermentação, que a cada dia o levain ganha força, se vc for insistente ou teimoso garanto que seu pão vai ficando cada vez melhor, tente e compartilhe o resultado, eu continuo...

5.7.10

A minha cozinha antropofágica com as cores de tarsila

















Acabei a faculdade, fico parte feliz e parte triste, feliz por ter conseguido fazer essa curva no meio da vida e no meio da carreira, feliz por ter conseguido pagar por esse delírio, feliz por tirar 10, bem coisa de criança, me preocupar com trabalhos de faculdade e me lembrar da leveza dos antigos tempos da puc, feliz por viver um hiato na vida de adulto e mais feliz ainda por voltar a ela e poder recontar minha estóriada da melhor forma que pude.
Mas agora chega de comme il faut e já para como é de fato: sem trufas e sem caviar, com menos slow food do que eu gostaria. Muitas fichas técnicas, produtos que simulam a aparência de um sonhado ingrediente, falsos... que viabilizariam qualquer custo de revenda e matariam qualquer receita, uma luta de centavos e dignidade, a verdade não é tão bela quanto o sonho, mas há de ser mais interessante...

Mas que tudo eu preciso ser fiel ao que acredito: a verdade, o simples, quase a bauhaus da gastronomia, o puro, esses sim tem seu lugar, mas para tudo há um limite e é nesse limite que mora nossa dignidade, é nele que está a verdadeira prova do talento e da persistencia, é nosso dever a cultura gastronômica do Brasil e brigar por ela, um pulo num mercado popular nos faz ter acessos de pânico, onde foi parar o milho, a mandioca? a laranja?e a banana nanica... e acima de tudo onde está a percepção gustativa do grande público? as vezes acho que foi passear... na terra do amido modificado, da essência de laranja e essência de queijo e cerejas de algum material sintético que prefiro não saber qual é... e que essa percepção infelizmente aceita literalmente qualquer coisa por menos centavos. Preferia a "xepa" sabe legumes feinhos pela metade do preço e o dobro do sabor... Mas tenho fé de que percepção do brasileiro comum está adormecida precisando ser acordada por um pouco de dignidade , pureza e coentro e pimenta.

precisamos de uma cozinha antropofágica que toma posse daquilo que é bom e cria algo verdadeiramente brasileiro fruto como nós dessa pluralidade colorida de influências mas verdadeiro, e viva mario, tarcila, oswaldo e anita ainda que amarelada!!! Viva a goiabada abaixo a gordura trans e seus volumes mentirosos!!! Viva o berimbau, o milho e a mandioca e as cores de verdade de tarcila!!!! e olha que isso era pra ser antiquado...

Bem, delírios na mente, muito trabalho na madrugada e projetos na agulha
E vou assim dia após dia, do computador pro fogão, exausta mas feliz

as receitas...
sim vamos de bolinhos inspirados pela saudade das tias e vós e as tardes de criança, tia Iracilda, Inês, do cheirinho do bolo quentinho, amarelinho macio por dentro crocante por fora, hora de alívio do calor das tardes do Rio. Lembrei das páginas amareladas e manchadinhas do velho livro de receitas, bolo bom minha filha tem muita manteiga dizia minha inês.
gosto de 2 tipos de bolo simples: os filhos portugueses do pão de , bolos sem manteiga, mas com muitos ovos, fofinhos, aceitam bem coberturas e caldas e exitem os filhos ingleses do 4 quartos medidas iguais de manteiga, ovos, farinha e leite, mais pesadinhos, com aquele cheiro fantástico de mantiga, crocantes, gosto dos dois mas ando mais pro lado dos bolinhos com manteiga agora, esses eram da minha , manteiga hein nada de margarina, essa coisa, se não resistir use óleo vegetal, não sei se dá certo com o óleo, mas me conte o que aconteceu nunca tentei, gosto muito da manteiga para isso.


pão de
6 ovos
3 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha
12 colheres de água

bata as claras até picos macios, acrescente gemas e logo depois açúcar, esqueça a batedeira, se ela for planetária, se não fique ouvindo aquele barulinho e medite, ommmmmmmmmmmmmm....
quando estiver bem fofinho e leve meio esbranquiçado, deslique aquele barulho infernal e mistura a farinha peneirada aos poucos, vai por mim que vale a pena a paciência de peneirar, unte uma forma e leve ao forno que deve estar bem quente, 180 até corado mas ainda fofinho, se vc deixar muito tempo fica duro, cuidado!

bolo quatro quartos
100g de manteiga
100g açúcar
120g de farinha
100g ovos
1cc de fermento químico

bata manteiga com açúcar até branquinho e macio acrescente os ovos 1 a 1, acrescente depois a farinha peneirada, não se assuste é mesmo muita manteiga, vale a pena- forno 170

pitanguinha é de baba de moça com o dobro de gemas um doce de ovos com leite de coco, bolinho pro bernardo em termos de necessidade de energia pra crescer!